“Guto Lacaz é antes de tudo um mágico. Mágico ou mago? Lida com as formas e, ao mesmo tempo, as formas lidam com ele.
Sei que é criador de sonhos.
Tem a inocência terrível dos gênios e dos anjos rebelados contra a rotina.
Na Idade Média causaria perplexidade aos doutores da Sorbonne e conseguiria atravessar no bojo de seus inventos as fogueiras da Inquisição.
No Romantismo seria homem das barricadas ou habitante de domínios sobrenaturais.
Há nele curiosa simbiose do misticismo com a ciência.
Lida com os elementos com a religiosidade de um alquimista e o espírito indagador da mecânica quântica.
Às vezes é trovador do castelo perdido; outras, o menino que inventa no fundo do quintal o alçapão para caçar nuvens.
Ludicamente leva a vida a sério. Sabe que somos peças num jogo de xadrez e oferece um anel à mão que joga com nossos destinos.
Esse é o meu amigo Guto Lacaz”.
M. Cristina Biazus
Copyright © 1997 M. Cristina Biazus
13 de abril de 1997