PROJETO ARTE NA ESCOLA: a trajetória de uma pesquisa



Este trabalho mostra a trajetória de um projeto de pesquisa em arte-educação que se transformou em um programa de ensino com ramificações por todo o país. Hoje a Rede Arte na Escola consiste num conjunto de centros de excelência em arte-educação que atinge cerca de 5 milhões de brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Pará.

Histórico


A iniciativa da Fundação Iochpe de constituir uma videoteca documental sobre artes visuais, com o objetivo de colaborar para o enriquecimento do ensino básico no país, por meio da valorização da educação artística na escola, foi o ponto de partida do Projeto Arte na Escola.
O primeiro passo foi a realização de um projeto de pesquisa que visava conhecer as condições de recepção do vídeo associado à Metodologia Triangular de ensino da arte.
Os pressupostos conceituais que embasam o Projeto Arte na Escola encontram-se publicados no livro A Imagem no Ensino da Arte, de autoria de Ana Mae Barbosa, consultora de arte-educação da Rede Arte na Escola até os dias de hoje, e O Vídeo e a Metodologia Triangular no Ensino da Arte, de Analice Pillar e Denyse Vieira, contendo os resultados da pesquisa realizada.
Partiu-se, então, para a capacitação de professores, oferecendo-lhes cursos, seminários, palestras, workshops, grupos de estudo, assessorias e consultorias, por meio de um Programa de Educação Continuada.
Foram também constituídos Bancos de textos e de imagens para apoiar o trabalho do professor, produzidos vídeos e editados boletins informativos. Com o apoio da VITAE, uma equipe de arte-educadores foi reunida especialmente para elaborar unidades de estudo chamadas de Materiais Instrucionais contendo orientação e informação para o arte-educador. Esses materiais acompanham os vídeos que estão disponíveis nas Videotecas Arte na Escola para empréstimo à comunidade.
A receptividade dos professores e das instituições que aderiram ao Projeto Arte na Escola indicou que a Universidade seria o local adequado para sua instalação e ampla disseminação. Uma coleção completa do acervo de vídeos foi doada para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que se tornou a sede central da Videoteca e primeira instituição a implementar o Programa de Educação Continuada. Seguiram-se os convênios com a Universidade Federal de Pelotas e a Universidade de Caxias do Sul, também no Rio Grande do Sul.
Em 1992, o Projeto foi expandido com a incorporação da Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, pioneira na multiplicação do Projeto em âmbito estadual, ao estabelecer parcerias com as instituições educacionais de sua região: a Fundação Educacional de Criciúma (FUCRI), a Fundação Educacional da Região de Joinville (Univille), a Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB) e o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina.
Deflagrou-se, assim, o processo de criação de Pólos Disseminadores pelos Pólos Regionais que, progressivamente, passaram a articular-se com suas comunidades para viabilizar as ações dos programas Videoteca e Educação Continuada. Tal mobilização determinou o crescimento do Projeto Arte na Escola e sua transformação em Rede Arte na Escola.
Em 1994 a Universidade Federal do Paraná, a Universidade Federal da Paraíba, a Universidade Federal do Pará, com interveniência da Fundação Rômulo Maoiorana, e o Museu Lasar Segall, de São Paulo, constituiram-se em novos Pólos Regionais, passando também a administrar Videotecas e ações de Educação Continuada.


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M. Cristina Biazus
cbiazus@vortex.ufrgs.br

Copyright © 1997
M.Cristina Biazus 7 de Abril de 1997